* trechos de livros que andam por aí (xviii)


A Aranha do meu destino

A ARANHA do meu destino
Faz teias de eu não pensar.
Não soube o que era em menino,
Sou adulto sem o achar.
É que a teia, de espalhada
Apanhou-me o querer ir…
Sou uma vida baloiçada
Na consciência de existir.
A aranha da minha sorte
Faz teia de muro a muro…
Sou presa do meu suporte.

(Fernando Pessoa, in Poesias inéditas)

Um link para TODA a poesia do Pessoa, aqui, de presente.