Escrever para combater a depressão

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Vocês já assistiram o filme “O Lado Bom da Vida”? Se não, fica aqui a nossa dica. Além de ser – tecnicamente falando – um filmaço, de impecáveis atuações, direção, edição e roteiro, aborda o tema depressão com realismo, leveza e bom humor.

O autor do livro que deu origem ao filme, Matthew Quick, conta como o processo de escrita foi fundamental para ajudá-lo a enfrentar a depressão.

Há sete anos, Matthew Quick deu um passo de coragem. Largou o emprego de professor de Literatura do ensino médio, na pequena cidade de Haddonfield, em New Jersey, para perseguir o sonho de se tornar um escritor. Sem renda e sem saber se teria sucesso, ele se mudou para o fundo da casa dos sogros e dedicou-se por três anos à arte da escrita. A experiência o fez reavaliar a vida, e as dificuldades do processo o levaram a um quadro de depressão. Foi então que Quick aprendeu a rir de si mesmo e criou Pat, protagonista do seu primeiro livro O Lado Bom da Vida, de 2008 e recentemente publicado no Brasil pela editora Intrínseca.

A obra chamou a atenção de Hollywood, que a adaptou para o cinema pelas mãos do diretor David O. Russel, o mesmo de O Vencedor. A produção homônima recebeu diversas indicações nas premiações mais importantes do cinema, inclusive na categoria de melhor filme do Oscar. Com o sucesso, Quick caiu nas graças e no foco das produtoras, e seu próximo livro, The Good Luck of Right Now, que só será lançado em agosto nos Estados Unidos, já teve o direito de adaptação vendido para a DreamWorks.

Em O Lado Bom da Vida, o personagem principal luta para recuperar sua sanidade mental e desenvolve uma filosofia que o leva a sempre enxergar os aspectos positivos do dia a dia. “Pat e eu dividimos semelhanças, como o amor intenso por futebol americano e a luta contra a depressão e a ansiedade”, alega Quick. A história que contrapõe tristeza com alegria, faz o leitor se esquecer das dificuldades enfrentadas pelos personagens para se dar ao luxo de rir em várias páginas. Por essa mistura tragicômica, tanto o livro quanto o longa conquistaram o público e promoveram uma história inteligente e fácil de se relacionar.

Matthew conta que, apesar de não ter nada contra, nunca fez terapia ou tomou remédios para combater a depressão. Na opinião dele, cada um deve lidar com sua saúde mental de maneira individual e escrever foi a forma terapeutica que ele encontrou para lidar com os problemas.

Fonte: Revista Veja

+ escrita para curar

Escrita para curar
Em alguns casos, escrever de forma orientada sobre experiências traumáticas pode ajudar pessoas a refletir sobre si e a superar a dor da perda
por Massimo Barberi

Há seis anos Marta perdera o marido em um acidente de carro. Embora tivesse, aparentemente, superado o trauma, custava-lhe manter as relações com os amigos e ainda mais conhecer novas pessoas. Dormia e comia muito pouco e um véu de tristeza permanente a atormentava. Por sugestão de pessoas próximas decidiu procurar ajuda terapêutica. Na primeira consulta, falou por meia hora. Depois se calou. E continuou calada nos três encontros seguintes.

Não é que não quisesse continuar (ou iniciar) a psicoterapia – simplesmente não conseguia falar. Ainda assim tentava: chegava na hora marcada e se empenhava para romper a própria mudez. Cerca de um mês após o início dos encontros o psicólogo interrompeu seu silêncio com palavras que surpreenderam Marta: “É suficiente por enquanto. Na próxima semana, traga um caderno e uma caneta”. Marta levou o material pedido e -– para sua surpresa – conseguiu expressar nos encontros seguintes muito mais do que imaginava. Por meio da escrita vieram as lágrimas, o reconhecimento da frustração e da raiva pela perda precoce, as associações que a remeteram a cenas de morte vividas na infância, as reflexões, de novo as palavras -– e um novo alento.

Embora não seja muito comum, em certos casos, alguns psicólogos recorrem, em vez da fala, à escrita. Registrar no papel experiências negativas, como um luto, pode ser uma técnica terapêutica eficaz em determinadas circunstâncias. Alguns estudos mostram efeitos da narrativa escrita sobre a saúde em geral, física e psíquica, mesmo de pessoas sãs. Os resultados são animadores, a tal ponto que a velha idéia do “caro diário” foi revalorizada.

para ler o restante da matéria, que foi publicada na revista Viver Mente & Cérebro do mês de abril 2008, clique aqui!

Iniciativas como a Terapia da Palavra ganham respaldo da medicina

Coisa pra se comemorar. Saiu, na edição independente da Isto É desta semana, uma matéria que mostra o embasamento científico da prática da escrita sobre a cura de experiências traumáticas. Claro que a gente já sabia disso quando criou a Terapia da Palavra, mas ver o trabalho reconhecido é bom demais!

Para ler o texto na íntegra, clique aqui!

# silêncio, por favor

vidasimples

Para o neurocientista Iván Izquierdo, há ruídos demais no mundo. E, para saber diferenciar no meio da balbúrdia o que faz diferença, só usando o que se aprende desde pequeno: o bom senso. Ou cantar como Balu, o urso que adora aproveitar a vida no filme  Mogli: “Eu digo o necessário, somente o necessário. Por isso que nessa vida eu vivo em paz”. Aos 71 anos, o coordenador do Centro de Pesquisas da Memória da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, e hoje pesquisando “basicamente o que faz com que as memórias persistam por mais tempo”, como diz, Izquierdo defende a necessidade de fazer escolhas – para escapar de tanto ruído. E sabe do que fala. Ele é autor do livro Silêncio, por Favor, no qual analisa a sociedade contemporânea e os ruídos – os mais variados possíveis – que atrapalham a qualidade de vida. O médico e pesquisador argentino, radicado no Brasil desde 1973, chama a atenção pela produção nada silenciosa: 630 artigos publicados, a maioria sobre a memória, e 18 livros. O mérito consiste em mesclar ciência e humanismo em boa parte de suas obras. Em uma sala coberta de publicações, ele conta, após desligar um rádio, que usa há dez anos aparelho auditivo. “Mas só em um ouvido”, faz questão de reforçar.

Aqui você continua lendo a matéria, que foi publicada na edição deste mês da revista Vida Simples.

# quando o remédio é escrever (mente & cérebro)

vivermente

A busca por uma vida mais saudável pode ser um dos motivos do enorme aumento do número de blogs. Estima-se que sejam cerca de 3 milhões por todo o planeta. Cientistas e escritores há anos conhecem os benefícios terapêuticos de escrever sobre experiências pessoais, pensamentos e sentimentos…” (para continuar a ler a matéria no site da Viver Mente & Cérebro, clica aqui!)