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Como parar de ser Trouxa? Use o Método RCS!

Como parar de ser Trouxa? Use o Método RCS!

Todos nós temos limites, e de tanto sentir que as pessoas estão nos usando, chega um momento em que queremos aprender como parar de ser trouxa e finalmente sermos respeitadas.

Se você se encontra nesse momento, seja muito bem-vinda e parabéns por finalmente acordar desse estado de coma emocional – eu sei que não é fácil.

Eu, como boa trouxa que sou (já fui bem pior), sei exatamente como é se sentir usada, desrespeitada, desvalorizada, tratada como alguém que só tem valor quando tem algo a oferecer; alguém a quem as pessoas só recorrem quando precisam.

Por muito tempo me permiti ser usada desse jeito, como “burra de carga”, sempre se mostrando solícita e disponível para ajudar.

Tirava do meu tempo, das minhas prioridades, do meu lazer, até mesmo do meu dinheiro, para ajudar pessoas que nunca moveram um dedo para me retribuir.

Até que, após muitos anos, o véu que cobria meus olhos caiu.

Finalmente me dei conta de que, quando eu precisava, nenhuma daquelas pessoas que se diziam amigas se faziam presentes para me ajudar.

Nesse momento decidi que aprenderia como parar de ser trouxa, e apliquei o que chamo de Método RCS, o mesmo que vou te explicar a seguir…

 

Como parar de ser Trouxa? Método RCS!


 

Já te adianto: Uma vez que você aplicar esse método, muitas pessoas sumirão da sua vida. Muitas pessoas te criticarão. Muitas pessoas dirão que você está diferente, e que gostavam mais de você antes.

Essas são as pessoas parasitas, aquelas que te usam sem oferecer nada em troca.

E elas agirão assim porque, assim que você adotar essa nova postura, elas perceberão que perderam mais uma trouxa que fazia tudo por elas – e, obviamente, ninguém quer perder um trouxa.

Elas podem tentar te manipular, tentar fazer com que você se sinta mal, ou ainda assumir uma postura vitimista.

Nesse momento quero que lembre deste artigo e se mantenha firme: Não caia na armadilha de voltar atrás!

Talvez você sinta que está perdendo pessoas queridas, mas você sabe que essas pessoas não agregam em nada na sua vida, não são leais, não se importam com você.

Ou seja, a partida delas deve ser comemorada como um livramento. Por mais que doa em um primeiro momento, depois você verá que é libertador!

Dito isto, vamos entender as 03 etapas do Método RCS.

Na minha jornada como trouxa profissional, percebi que sempre que eu tentava me livrar da trouxisse, pelo menos três coisas aconteciam que me faziam ter uma recaída e continuar presa a esse ciclo tóxico e doentio. Eram elas:

 

  • Dificuldade em identificar que a pessoa estava abusando da minha boa vontade;
  • Incapacidade de colocar limites claros e rígidos;
  • Uma constante sensação de culpa quando conseguia dizer “Não” ou negar algo.

 

Isso me mantinha aprisionada, e só foi possível parar de ser trouxa quando trabalhei esses pontos.

Se você se identifica e quer saber como parar de ser trouxa também, aplique esses 03 passos abaixo e eu garanto que terá bons resultados.

 

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1. Reconheça quando está sendo feita de Trouxa


 

Pessoas muito empáticas não conseguem enxergar com clareza a linha entre auxílio e exploração.

Oferecer ajuda quando alguém precisa não é um problema, o problema é quando você faz isso indo contra a sua vontade, ou de forma recorrente para a mesma (ou mesmas) pessoas.

Sabe quando você está sem tempo, e alguém te pede um favor?

Você abre mão de fazer o seu trabalho para ajudar a pessoa, as vezes nem reconhecimento recebe, e no final percebe que fica se sentindo mal com isso – por vezes até se prejudica.

Então, isso é o seu corpo te dizendo que tem algo de errado nessa dinâmica.

Aprenda a diferenciar o que é uma ajuda esporádica, de alguém que sabe ser grato e também te ajuda de volta; de pessoas sanguessugas que estão constantemente te explorando – e só te procuram quando precisam.

Se você não está confortável, se te dá ansiedade, se te faz se sentir mal, escute seu corpo.

E uma vez que você aprende a identificar quando está sendo feita de trouxa, é hora de aplicar o passo 2.

 

2. Aprenda a colocar Limites Claros


 

Há pessoas sem “semancol”, pessoas que extrapolam os limites, que não têm empatia, ou que se acham no direito de receber tudo o que desejam, quando desejam.

Para essas pessoas, não tem nada errado em te pedir “favores”, afinal, você sempre faz de bom grado.

Entenda que essas pessoas não possuem empatia para ler o seu desconforto. E que, muitas vezes, você erra justamente por fazer parecer que está tudo bem. Agindo assim você reforça esse tipo de comportamento.

Aprenda a colocar limites.

“Não” é uma palavra que precisa fazer parte do seu vocabulário. E dizer “não” não significa que você deve ser rude ou mal educada.

As pessoas precisam saber o que esperar de você, até onde podem ir, e entender que você se respeita e se valoriza a ponto de não aceitar que te tratem como trouxa. Lembre-se: As pessoas te tratam como você se trata.

Exemplo: Imagine aquela conhecida que sempre te pede para fazer os trabalhos dela, e no final você acaba fazendo de graça. Vamos supor que ela (bem mal acostumada) se aproxima de novo te pedindo um “favorzinho”.

  • Oi amiga, eu de novo. kkk. Mulher eu tenho que entregar um relatório amanhã, será que tem como você me salvar mais uma vez? É que você é sempre tão boa nisso… rsrs.

Se essa cena é familiar para você, aposto que já se sentiu mal só de ler, né? E na sua mente já vem a mesma resposta de sempre, onde se mostra educada para ela, mas pelas costas acha um absurdo a falta de bom senso, e vai reclamar com sua amiga.

Vamos colocar limites aqui?

Exemplos do que dizer:

 

  • Ofereça uma nova solução: “Poxa, lamento, mas não vou poder te ajudar. O Fulano faz relatórios ainda melhores que os meus. Fala com ele, ele resolve. Esse aqui é o número: XX XXXX-XXXX. Tô saindo aqui, mas fala com ele. Beijos”.

 

  • Diga que não está mais disponível: “Ah, você não soube né? Eu parei de fazer trabalhos… Tô com um projeto pessoal e não tenho tempo para me desfocar. Lamento não poder te ajudar”.

 

  • Faça a pessoa perceber que está sendo invasiva: “Ow amiga, não estou mais disponível… É bem cansativo fazer relatórios, e ando exausta. Já te ajudei muitas vezes, como você sabe, mas infelizmente agora você vai precisar procurar uma nova pessoa para isso. Sei que você é uma pessoa compreensiva e entende o meu posicionamento, né”.

 

  • Seja sincera com seu desconforto: “Então, Fulana, não soube como te dizer antes, mas detesto fazer relatórios. Fazia para te ajudar porque tenho grande carinho por você; mas acho que é o momento de você pedir ajuda para outra pessoa. Espero que possa me compreender”.

 

Percebe que conseguimos colocar limites de uma forma educada?

No entanto, mesmo assim as pessoas vão achar ruim, afinal, estão perdendo a burra de carga delas. Logo, as respostas provenientes da sua recusa podem ser diversas.

Observação 1: Seja firme. A pessoa provavelmente vai tentar te vencer pelo cansaço. Não caia. Saia da conversa, responda com uma figurinha, finja que não viu a mensagem a tempo… Não importa se precisa mentir, é pelo seu bem! Você está presa em um ciclo vicioso, tenha dó de si mesma!

Observação 2: Não dê desculpas que possam ser revertidas, como: “Ah, não posso porque não tenho material”, aí a pessoa responde: “Eu compro e te entrego ainda hoje”. Ops, e agora? Dê uma resposta que não seja possível insistir: “Realmente não posso, sinto muito”; “Lamento, mas não dá mesmo”; “Eu entendo, mas infelizmente não consigo”.

Para que o ato de dizer “não” se torne um hábito comum na sua vida, você precisa exercitar. Comece com coisas pequenas, como recusar uma oferta de um vendedor, por exemplo. E depois estenda isso para aqueles que te exploram.

Uma vez que você começa a recusar a procura dessas pessoas, elas vão começar a entender que a fonte secou, e não poderão mais te explorar. E aí, finalmente, te deixarão em paz e acharão uma nova trouxa.

 

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3. Livre-se do Sentimento de Culpa


 

Uma vez que você suou frio, as mãos gelaram, o coração acelerou, mas finalmente conseguiu colocar limites, você enfrentará a última fase: O sentimento de culpa.

Nossa, é torturante!

A sua mente começará a te fazer se sentir mal por ter priorizado a si mesma, ao invés dos outros.

Frases do tipo:

 

  • Poxa, mas ela vai ficar chateada comigo;
  • Eu deveria ter ajudado, ela é minha amiga;
  • Era algo fácil de fazer, eu não deveria ter recusado;
  • Com certeza ela não vai mais falar comigo;
  • E se eu precisar dessa pessoa no futuro?

 

Infinitas acusações vão brotar na sua cabeça, e não só naquele momento, mas por dias, semanas, meses, talvez anos até.

Se você não souber lidar com isso, voltará a entrar no ciclo de ser usada como capacho.

Portanto, tenha em mente os motivos pelos quais tomou essa decisão. Quando as vozes de julgamento surgirem, converse com elas e deixe claro para si mesma que não fez nada de errado.

Exemplo:

 

  • Ela não era amiga; amigos que só lembram quando precisam não são amigos;
  • Eu apenas me priorizei, porque estou cansada de ajudar e não receber nada em troca;
  • Essa pessoa só me sugava… Nunca me procurou nem para saber se estou bem;
  • Sim era algo fácil, mas ainda assim ocuparia meu tempo. E se eu fizesse, ela continuaria me procurando;
  • Estou cansada de dizer SIM para os outros e NÃO para mim; pela primeira vez me dei um SIM, e não tem nada de errado com isso;
  • Onde está essa pessoa quando preciso dela? Isso é uma relação tóxica para mim, é melhor que se rompa.

 

Entende a dinâmica?

A cada vez que a voz da culpa vier, liberte-se dela. Você não fez nada de errado. Com o tempo isso deixará de ser um problema.

Relacionamentos devem ser uma via de mão dupla; com respeito, empatia, bom senso, limites.

Muitas vezes o outro não te explora por maldade, te explora simplesmente porque você deixa, porque você não diz que aquilo está te incomodando.

As pessoas não têm bola de cristal. Aprenda a comunicar o que sente. Isso demonstra respeito por você, e consequentemente fará os outros te respeitarem também.

Pense nisso.

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