Saúde Emocional
4 Formas para ter mais Harmonia no seu Lar

4 Formas para ter mais Harmonia no seu Lar

Família é um troço complicado, né? A gente ama, mas não em 100% do tempo. 😀

É impossível conviver com pessoas diferentes e não experimentar atritos em algum momento. Faz parte.

No entanto, há famílias que conseguem contornar as dificuldades e manter um ambiente harmônico, saudável de se conviver. Por outro lado, há famílias que vivem em desarmonia, e não conseguem se entender.

O maior problema disso tudo resulta nas consequências para as crianças. Crescer em um ambiente tóxico prejudica diretamente o desenvolvimento delas.

Então o que fazer quando convivemos em um ambiente conflituoso no nosso lar, e queremos resolver isso?

Vamos ver 04 formas para trazer mais harmonia para a sua família, melhorando a convivência entre vocês.

 

1. Pratiquem o Respeito à individualidade


 

É comum que as pessoas tenham a tendência a se intrometer na vida umas das outras, especialmente quando se trata de família.

Isso se torna um problema, tendo em vista que precisamos respeitar a individualidade das pessoas. O fato de dividir a mesma casa não nos dá o direito de querer controlar as decisões dos outros.

Entrar em um acordo que respeite os limites e a individualidade dos membros é algo imprescindível para manter a harmonia no lar.

Os temas que forem relevantes tratar em família, devem ser abordados com respeito e compreensão, e o que se tratar de assunto pessoal, é de direito da pessoa manter assim.

Especialmente no que diz respeito à individualidade, é preciso saber que o tempo para si é importante.

Tempo para curtir a solitude, tempo para praticar seus hobbies, tempo para se conectar com Deus… Isso é um respiro.

Os membros da família precisam ter esse espaço preservado (quando possível), sem se sentirem invadidos.

 

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2. Desenvolvam habilidades de Comunicação


 

A falha de comunicação é um problema frequente nas famílias.

Não sabemos dialogar. Não sabemos comunicar com clareza o que queremos, ou estamos sentindo.

Muitas vezes sofremos em silêncio, ou guardamos rancor, sem expressar isso adequadamente.

Gera-se então um efeito bola de neve, onde as mágoas contidas ganham uma proporção muito maior que o necessário, e acabam afetando a tomada de decisão.

Do mesmo modo, manter segredos pode ser um problema.

Se há um assunto relevante que diz respeito à família, é importante colocá-lo em pauta e conversar com todos os envolvidos. Desta forma evitamos mal entendidos e picuínhas/indiretas desnecessárias.

Experimentem treinar a habilidade de ouvir e confirmar; e de expressar como se sentem.

Se alguém te diz algo que soa ofensivo ou provocativo, ao invés de responder no calor da raiva, com tom provocativo ou insinuador, questione primeiro se entendeu corretamente, de forma educada e tranquila.

Exemplos:

 

  • “Desculpe, acho que não entendi. O que você quer dizer com isso?”
  • “Não sei se entendi bem, poderia explicar melhor?”
  • “Quando você age assim, fazendo X, me sinto muito mal”.
  • “Ontem quando você me disse X, eu fiquei muito triste e não consegui expressar isso. Você percebeu que fiquei mal? Poderia não me dizer mais coisas desse tipo?”.

 

As vezes achamos que algo é óbvio (“Ele sabe, ele não é burro!”), mas não é. O óbvio precisa ser dito.

Ninguém é obrigado a adivinhar o que queremos ou como nos sentimos.

Mal conseguimos entender a nós mesmos, quem dirá aos outros. Facilite a vida das pessoas ao seu redor sendo clara na sua comunicação, e permitindo que eles possam ser claros também.

 

3. Façam programas em Família


 

A família é como uma instituição que precisa ser mantida em pleno funcionamento.

Isso não é completamente possível se vocês vivem uma rotina estressante, sem tempo para relaxar e usufruir de bons momentos.

É importante fazerem programas em família, onde possam se distrair, conversar, rir, aproveitar um tempo de qualidade juntos.

Isso permitirá que os membros possam interagir de forma leve e prazerosa. Quando estamos em conflito, só conseguimos enxergar o lado ruim das pessoas e situações, e esquecemos que isso não as define por completo.

Portanto, programem viagens e fins de semana onde possam curtir e relaxar.

Podem ser programas simples, como: um filme em casa, uma ida ao cinema, um piquenique no parque, um fim de semana em uma chácara… O que couber no bolso, contanto que saiam do estresse da rotina.

 

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4. Tenha disponibilidade Emocional


 

É difícil lidar com pessoas difíceis, eu sei.

No entanto, muitas vezes, no calor do momento nós desconsideramos os sentimentos das outras pessoas, e nos fechamos para elas.

Reagimos de forma rude, como se o problema fosse diretamente conosco – quando, muitas vezes, a atitude exaltada da pessoa é consequência de uma fase difícil, de um dia ruim, de problemas que nada tem haver contigo.

Nesses momentos se torna importante aprender a olhar para além da fachada, sabe?

Olhar para o que está por trás daquela reação emocional de raiva, de tristeza, de amargura… E estar disponível emocionalmente para conversar e acolher, ou apenas se ausentar se não for possível resolver amigavelmente.

Trabalhar a paciência e a empatia é uma estratégia poderosa para mediar conflitos.

Percebeu que você está alterada? Saia de perto e converse depois.

Percebeu que o outro está alterado? Entenda que algo fez essa pessoa ficar assim. Deixe-a desabafar, escute-a com atenção, e depois que os ânimos acalmarem, converse com ela para entender o que realmente aconteceu e como ela se sente.

Irritações frequentes por motivos banais são um sinal de estresse. É um alerta de que o corpo precisa relaxar.

Se o problema são os filhos, especialmente na fase “aborrecente”, é importante entender como é o processo de desenvolvimento nessa etapa da vida.

O cérebro da criança e do adolescente passa por transformações importantes: a primeira por volta dos 7 anos, e a segunda por volta dos 21 aos 25 anos.

O período da adolescência é conturbado. O “freio social” não foi totalmente desenvolvido ainda, e os jovens agem por instinto, sem pensar direito.

Logo, requer paciência e pulso firme para mantê-los na linha, mas compreensão para entender que muitas das ações deles são impensadas; são uma busca por atenção e aceitação.

 


 

Por mais difícil que seja conviver com a sua família, eles são o seu sangue; são as pessoas que cuidaram de você, e que estarão ao seu lado quando preciso for.

Com exceção dos casos de narcisismo e afins (necessário acompanhamento psicológico para lidar), nos momentos de dificuldade é a nossa família que nos acolhe e apoia, quando ninguém mais faz isso.

Quando a família é saudável, cultivar os laços familiares é tão importante quanto manter boas amizades.

Afinal, o ser humano tem uma necessidade inata de pertencer a um grupo, de se sentir acolhido e compreendido, e justamente por isso Deus nos diz para valorizarmos aqueles que amamos, por mais que pareça difícil amá-los.

Fique bem.

 

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